sábado, 17 de setembro de 2011

III Simpósio de Mudanças Climáticas e Desertificação no Semiárido Brasileiro


III Simpósio de Mudanças Climáticas e Desertificação no Semiárido Brasileiro: “Experiências para Mitigação e Adaptação” será realizado no período de 25 a 27 de outubro de 2011 no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Campus de Juazeiro na Bahia.
O evento tem como objetivo reunir pesquisadores, tomadores de decisão e demais profissionais da área debatendo temas importantes relacionados a Políticas públicas para redução da emissão de CO2; Ações de combate à desertificação; Potencialidades do bioma caatinga frente às mudanças climáticas; Manejo, Estoque e dinâmica no fluxo de carbono no Bioma Caatinga; Agricultura de baixo carbono e Tecnologias de adaptação às Mudanças Climáticas. Será promovido pela EMBRAPA Semiárido, Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF e do Instituto Nacional do Semiárido - INSA.
As inscrições para a apresentação de trabalhos científicos no III Simpósio de Mudanças Climáticas e Desertificação no Semiárido estão abertas até o dia 25 de junho. Serão aceitos apenas resumos expandidos inéditos oriundos de trabalhos de pesquisa com mudanças climáticas e desertificação, realizados em diferentes áreas do conhecimento.
Nessa terceira edição, a programação técnica enfatiza a apresentação dos resultados de pesquisas, enfatizando as ações de mitigação e adaptação. Muitos destes estudos já estão sendo realizados na região semiárida e por meio da troca de experiências espera-se a busca de soluções para enfrentar as vulnerabilidades das comunidades decorrentes das mudanças globais. 
 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Resab fará mapeamento das experiência de educação contextualizada no Piauí

A Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB), Núcleo Piauí,  realizou na última sexta-feira (09/09), na Secretaria Estadual de Educação, uma reunião para planejar as atividades que serão priorizadas no segundo semestre 2011. Dentre as ações priorizadas, o destaque foi o mapeamento que a Rede vai fazer das atividades desenvolvidas no Piauí na área da educação contextualizada no semiárido. O levantamento deve envolver tanto as ações voltadas para a formação docente quanto às práticas educativas desenvolvidas nas escolas na perspectiva da educação para a convivência com o semiárido.
Além disso, foi priorizado também o acompanhamento sistemático do Curso de Especialização em Educação Contextualizada no Semiárido, desenvolvido pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e a RESAB, na microrregião de Picos, bem como o monitoramento das atividades desenvolvidas pelos alunos desse curso no contexto das escolas da educação básica.
O plano de ação contempla também o acompanhamento ao grupo de trabalho da RESAB que está responsável pela produção do material didático contextualizado no semiárido, composto por professores e técnicos que atuam na região. A idéia é que a primeira versão desse material fique pronta no mês de outubro para ser apreciada pela Rede e, em seguida, encaminhada para o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), instituição que irá viabilizar a sua publicação.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

UFPI conclui Projeto de Formação de Educadores do Campo em Esperantina


Cerca de 60 professores da Rede Municipal de Ensino que trabalham na zona rural do município de Esperantina recebeu no final de julho 2011 o certificado de participação do Projeto de Formação de Educadores do Campo, realizado pela Universidade Federal do Piauí no período de novembro/2010 a julho de 2011.
O Projeto de Formação de Educadores do Campo buscou contribuir na melhoria da qualidade do ensino das escolas públicas do campo através da implementação de processos formativos que contribua para a construção de práticas educativas que valorizem os saberes e a cultura dos povos do campo.
Neste último módulo, os educadores tiveram a oportunidade de participar de uma atividade de campo, na comunidade Lagoa dos Macacos, para compreender melhor as riquezas e potencialidades do campo, bem como, conhecer as experiências inovadores desenvolvidas na comunidade na área da agricultura orgânica. O encerramento com entrega de certificados aconteceu na Escola Municipal Francisco Simplício do Vale na localidade Lagoa dos Macacos.
O processo formativo foi coordenado pelo o professores Elmo Lima  e Ariosto Moura (UFPI) e desenvolvido em 6 módulos, numa parceria com a Prefeitura de Esperantina, Secretaria Municipal de Educação, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Esperantina, Associações de Agricultores Familiares e o CEPES com o apoio do Ministério da Educação e Secretaria de Ensino Superior - SESU.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Educação e novas tecnologias: novos desafios às escolas do semiárido

O Ministério da Educação (MEC) vai distribuir tablets – computadores pessoais portáteis do tipo prancheta, da espessura de um livro – a escolas públicas a partir do próximo ano. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante palestra a editores de livros escolares, na 15ª Bienal do Livro. O objetivo, segundo o ministro, é universalizar o acesso dos alunos à tecnologia.
Haddad afirmou que o edital para a compra dos equipamentos será publicado ainda este ano. "Nós estamos investindo em conteúdos digitais educacionais. O MEC investiu, só no último período, R$ 70 milhões em produção de conteúdos digitais. Temos portais importantes, como o Portal do Professor e o Portal Domínio Público. São 13 mil objetos educacionais digitais disponíveis, cobrindo quase toda a grade do ensino médio e boa parte do ensino fundamental."
Haddad não soube precisar o volume de tablets que será comprado pelo MEC, mas disse que estaria na casa das "centenas de milhares". Ele destacou que a iniciativa está sendo executada em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
O avanço tecnológico traz novos desafios à educação no semiárido, tendo em vista o despreparo de muitos docentes quanto ao uso didático de novas ferramentas tecnológicas para potencializar os processos de ensino-aprendizagem. No entanto, o domínio das ferramentas tecnológicas é imprescindível no processo de produção e difusão de novos conhecimentos no semiárido e o poder público precisa viabilizar projetos de formação que garantam aos docentes e aos alunos o desenvolvimento de novas competências e habilidades voltadas ao uso pedagógico e educativo das novas tecnologias.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Festival resgata cultura popular no semiárido piauiense


O I Festival de Sanfona de São Raimundo Nonato realizado no período de 25 e 28 de agosto, na cidade de São Raimundo Nonato, oportunizou a apresentação de artistas locais e a participação da comunidade, através da oferta das oficinas Literatura de Cordel, Acordo Ortográfico, Elaboração de Projetos e oficinas de Acordeom e de violão.
Com o intuito de estimular e promover talentos dedicados à interpretação instrumental da sanfona, disseminar o estilo musical e revelar profissionais, o I Festival de Sanfona de São Raimundo Nonato também está vinculado à agenda de Comemorações Oficiais do 1º Centenário do Município de São Raimundo Nonato e representa um novo marco na agenda cultural anual no mês de agosto.
O I Festival de Sanfona de São Raimundo Nonato incentivou à expressão de artistas tradicionais da sanfona, profissionais e amadores, valorizando a identidade cultural nordestina e contribuindo para a difusão do patrimônio imaterial pelo fomento ao Turismo Cultural aliado ao eco-turismo, já existente na região pela presença do Parque Nacional Serra da Capivara.
Durante o evento, tivemos as apresentações dos sanfoneiros da região, bem como, a participação de artistas já conhecidos no cenário estadual e nacional, a exemplo do comediante e cantor João Claudio Moreno, de Adelson Viana, Ivan Silva, Josué Costa, Chagas Vale e do grupo Valor de PI.
Para Cineas Santos, um dos coordenadores do evento, "o festival já nasceu grande por atender a uma aspiração dos são-raimundenses".
Fonte: http://festivaldesanfonasrn.blogspot.com

domingo, 28 de agosto de 2011

Escolas do Piauí são contempladas com Projeto de Horta


Alunos da rede pública de ensino do Piauí serão beneficiados com um projeto da Embrapa que visa estimular o consumo de hortaliças. De acordo com o chefe geral da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) Celso Moretti, o principal resultado esperado é a melhoria do perfil nutricional das crianças, com o aumento do consumo de hortaliças.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo de, pelo menos, 430 g de frutas e hortaliças por dia, mas no Brasil, a média de consumo por pessoa não passa das 130 g, sendo que os estados da região Norte e Nordeste apresentam os menores índices. Mudar esse cenário pode contribuir para a melhoria do perfil nutricional da população brasileira, reduzindo a prevalência de doenças normalmente associadas a quadros de desnutrição crônica.
O Projeto prevê a realização de palestras, a impressão e distribuição de cartilhas e jogos, bem como o estimulo à participação na produção de hortaliças, propiciando um contato direto com o alimento. Para Celso Moretti, as hortas também podem servir como ambiente de estudo para matemática, português, ciências e meio ambiente, por exemplo.
A produção das escolas será utilizada pra reforçar a merenda. Para tanto, as merendeiras de cada instituição participante do projeto vão aprender novas receitas e formas de aproveitamento de hortaliças. O treinamento terá com o base 150 receitas do livro “50 hortaliças: como comprar, conservar e consumir hortaliças”, editado pela Embrapa Hortaliças, além de outras receitas com hortaliças regionais. Além das hortas, o projeto prevê ainda a instalação de 50 Minibibliotecas da Embrapa em escolas públicas do estado. Cada biblioteca conta com livros, DVDs e CDs com informações tecnológicas geradas pela Embrapa e seus parceiros.
Além desse projeto, diversas escolas piauienses estão implantando suas hortas como forma de melhorar a alimentação e a aprendizagem das crianças. O trabalho com as hortas escolares permite uma maior reflexão sobre a importância do consumo de alimentos sem agrotóxicos e incentiva a produção de uma alimentação saudável. Além disso, contribuir para uma maior interação entre professor, aluno, funcionário e comunidade, favorecendo a melhoria da aprendizagem dos alunos.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Embrapa Semiárido e IRPAA realizam a Feira SemiáridoShow


No período de 22 a 25 de agosto está acontecendo a Feira SemiáridoShow 2011, com o tema “Água e Produção de Alimentos na Agricultura Familiar”. O evento, realizado pela Embrapa e Instituto da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), no Escritório da Embrapa Transferência de Tecnologia em Petrolina (PE).
O evento conta com uma programação repleta de temas relacionados a políticas públicas e tecnologias para a agricultura familiar, contando com minicursos, debates, palestras e apresentação de tecnologias agropecuárias.
Durante todos os dias da feira, os visitantes poderão passear pela área de demonstração de campo, tendo a oportunidade de conhecer diversos recursos para a Convivência com o Semiárido. Experimentos com feijão, maracujá-do-mato, dessalinização das águas subterrâneas, tilápia rosa, sistema agrossilvipastoril, milho, amendoim e galinha caipira são apenas alguns exemplos das tecnologias que estarão expostas na feira.
Nessa 4ª edição da feira SemiáridoShow tem como novidade os estandes e discussões sobre a Economia Solidária - Ecosol, uma forma de economia que tem por base princípios do cooperativismo e comércio justo e se opõe à concentração de renda geradora das desigualdades sociais.
Com a intenção de fortalecer os segmentos da sociedade que tem apostado na Ecosol como forma de garantir a renda familiar, o Irpaa estará apresentando ao público da feira um espaço onde poderão ser conhecidas diversas experiências exitosas existentes em alguns estados do Nordeste. Serão 34 estandes com exposição dos diversos sabores e saberes do Semiárido, nos quais destacam-se a fruticultura nativa, onde será possível visualizar produtos feitos a partir do beneficiamento do umbu, do maracujá do mato, do jenipapo e da mandioca que dão origem a doces, geléias, licores, biscoitos entre outros. 
Além disso, a feira expõe ainda derivados da cadeia apícola, como o mel e a própolis e peças artesanais feitas a partir de matérias-primas da caatinga a exemplo do couro e da palha. Nos estandes decorados com elementos da cultura regional, as/os visitantes poderão tanto comprar os produtos fazer degustação.
A estudante de agronomia, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Isabel Almeida de Souza, em visita ao estande, falou da importância de apresentar para a região as novidades que a Companhia vem desenvolvendo para o segmento da agricultura familiar. “Podemos dizer que a agricultura familiar é o centro do desenvolvimento, já que nos alimentamos da produção dessas famílias e essa produção merece ser divulgada”, resume.