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terça-feira, 12 de junho de 2012

Convivência com o semiárido será discutida na cúpula dos Povos


No momento em que o semiárido enfrenta a pior seca dos últimos 30 anos, a Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) quer reforçar na Cúpula dos Povos o debate da convivência com o semiárido como a principal estratégia para o desenvolvimento sustentável da região e promoção de vida digna para as famílias agricultoras.
A Cúpula dos Povos ocorrerá de 15 a 23 de junho, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O evento vai reunir mais de 10 mil pessoas representantes de entidades e movimentos sociais e populares para debater as causas estruturais da atual crise civilizatória e construir novos paradigmas para o futuro do planeta.
A ASA é membro do Grupo de Articulação do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 e pretende apresentar durante o evento os resultados exitosos desenvolvidos no semiárido brasileiro através das diversas ações voltadas à convivência com o Semiárido.
 “A principal bandeira da ASA será apresentar como conviver no Semiárido brasileiro, particularmente tratando da questão da água, da importância que ela tem para a vida e se contrapondo a qualquer forma de mercantilização desse bem e de outros bens comuns da natureza que são necessários para se viver”, destaca o coordenador da ASA pelo estado do Rio Grande do Norte e representante da rede no Comitê Facilitador, Procópio Lucena.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Globo repórter destaca beleza da caatinga no semiárido piauiense

A beleza da caatinga, principal vegetação do semiárido piauiense, foi mostrada no Programa Globo Repórter na última sexta-feira (16/03), na Rede Globo de Televisão. Durante a exibição, apresentador Sérgio Chapelin irá mostrar os encantos do Parque Nacional Serra da Capivara, localizando no sul do Piauí.
Vídeo do Programa Globo Repórter
 O programa faz parte da série “Nos Céus do Brasil”, onde foram apresentados os principais ambientes naturais do nosso território. Pela primeira vez o Parque Nacional Serra da Capivara e a Serra das Confusões foram visto através de um sobrevôo de balão que mostrará a beleza e a importância de se preservar essas áreas naturais. Imagens gravadas de um helicóptero que acompanhou o balão pelas paisagens do parque mostram a emoção do repórter Francisco José e de um vaqueiro piauiense voando entre os cânions da Capivara.
Para a produção do documentário no interior do Piauí, em dezembro passado, a emissora carioca trouxe para a região de São Raimundo Nonato (525 km de Teresina), pesquisadores, profissionais e equipamentos de Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Salvador, Teresina, Petrolina e do Rio de Janeiro. Entre os equipamentos destaque para uma grua gigante, espécie de guindaste adaptado para receber uma câmera, que fez imagens dos desfiladeiros e dos pesquisadores fazendo rapel para realizar estudos em áreas isoladas do parque.
Apesar de tamanha produção o grande destaque do programa é mesmo a qualidade, quantidade e diversidade de pesquisadores falando sobre a riqueza, a importância de conservação e entendimento da caatinga.
Vídeo da Serra das Confusões

segunda-feira, 12 de março de 2012

I Simpósio Nacional “Repensando os Sertões Semiáridos do Brasil”


O I Simpósio Nacional Repensando os Sertões Semiáridos do Brasil, com lema Sertões Semiáridos sem Miséria, acontecerá na semana de 23 a 27 de abril de 2012, em Salvador, Feira de Santana, Cruz das Almas e Juazeiro, no Estado da Bahia.
O evento é promovido em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
As inscrições para o simpósio estão abertas até o dia 31 de março de 2012 e podem ser feitas gratuitamente no endereço eletrônico www.repensandosemiarido.ufba.br. Os participantes do evento também podem submeter trabalhos para sessões de comunicação oral ou de posters.
Além do caráter interinstitucional, o evento vai ser realizado de forma multicampi e multidisciplinar para estudantes, professores, pesquisadores, extensionistas, profissionais, técnicos e outros interessados no tema.
A programação do Simpósio, ainda em formatação, constam:
a) dois Painéis:
1. Políticas Públicas para o Desenvolvimento Sustentável dos Sertões Semiáridos do Brasil (em 23/04 -  Salvador - UFBA);
2. Gestão das Políticas Públicas para o Desenvolvimento Sustentável dos Sertões Semiáridos do Brasil (em 27/04 - Juazeiro/Petrolina - UNIVSF);
b) quatro Sessões Plenárias:
1. Cultura, Artes e Educação Contextualizada dos/para os Sertões Semiáridos do Brasil (em 25/04 - Feira de Santana - UEFS);
2. Meio-ambiente, Segurança Alimentar, Gestão das Águas e Energias Alternativas;(em 24/04- Salvador - UFBA);
3. Entre o Combate à Seca e a Convivência com o Semiárido (em 24/04 - Salvador – UNEB;
4. Patrimônio Natural, Cultural e Turismo (em 26/4 - Cruz das Almas – UFRB)
c) duas Conferências:
1. A Caatinga (em 23/04 - Salvador – UFBA);
2. Planejamento Regional com foco nos Sertões Semiáridos  (em 24/04 - Salvador – UNEB);
d) de Sessões de comunicação oral e de posters (em 24/04 - Salvador – UFBA);
e) de apresentações artístico-culturais.

Informações gerais disponíveis no site www.semiarido.ufba.br

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Feira Agroecológica fortalece agricultura familiar em Esperantina


O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Esperantina, em parceria com a Prefeitura Municipal de Esperantina, realizou no dia 27 de janeiro de 2012, a II Feira Agroecológica, na Praça da Biblioteca, em Esperantina.

A Feira Agroecológica tem o intuito de fortalecer a agricultura familiar através da produção e comercialização de produtos sem agrotóxico, oferecendo produtos saudáveis a comunidade e ampliando a renda dos agricultores.

Além da comercialização de produtos alimentícios, os agricultores apresentaram também na feira suas produções na área do artesanato, como podemos conferir no vídeo abaixo:


sábado, 17 de setembro de 2011

III Simpósio de Mudanças Climáticas e Desertificação no Semiárido Brasileiro


III Simpósio de Mudanças Climáticas e Desertificação no Semiárido Brasileiro: “Experiências para Mitigação e Adaptação” será realizado no período de 25 a 27 de outubro de 2011 no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Campus de Juazeiro na Bahia.
O evento tem como objetivo reunir pesquisadores, tomadores de decisão e demais profissionais da área debatendo temas importantes relacionados a Políticas públicas para redução da emissão de CO2; Ações de combate à desertificação; Potencialidades do bioma caatinga frente às mudanças climáticas; Manejo, Estoque e dinâmica no fluxo de carbono no Bioma Caatinga; Agricultura de baixo carbono e Tecnologias de adaptação às Mudanças Climáticas. Será promovido pela EMBRAPA Semiárido, Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF e do Instituto Nacional do Semiárido - INSA.
As inscrições para a apresentação de trabalhos científicos no III Simpósio de Mudanças Climáticas e Desertificação no Semiárido estão abertas até o dia 25 de junho. Serão aceitos apenas resumos expandidos inéditos oriundos de trabalhos de pesquisa com mudanças climáticas e desertificação, realizados em diferentes áreas do conhecimento.
Nessa terceira edição, a programação técnica enfatiza a apresentação dos resultados de pesquisas, enfatizando as ações de mitigação e adaptação. Muitos destes estudos já estão sendo realizados na região semiárida e por meio da troca de experiências espera-se a busca de soluções para enfrentar as vulnerabilidades das comunidades decorrentes das mudanças globais. 
 

sábado, 18 de junho de 2011

Caatinga piauiense vem sendo uma das mais desmatadas

Segundo o IBAMA, entre 2008 e 2009, o Estado, junto com o Ceará e Bahia respondem por 77% dos desmatamentos da caatiga.


Segundo levantamento do Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (IBAMA), os Estados da Bahia, Ceará e Piauí lideram os desmatamentos do bioma Caatinga no Brasil.

De acordo com a pesquisa, divulgada nesta semana, entre os anos de 2008 e 2009, essa unidade biológica exclusivamente brasileira perdeu 1.921 km² de vegetação nativa. Essa área é equivalente a 200 campos de futebol.
O bioma está presente em 10 Estados brasileiros: Bahia, Paraíba, do Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e no norte de Minas Gerais. A Caatinga está presente em 11% do território nacional.

Juntos, Bahia, Ceará e Piauí respondem por 77% das perdas dessa vegetação no período analisado. A Caatinga vem sendo extinta pelas constantes explorações ilegais de madeira para a produção de carvão e pela vulnerabilidade do bioma às mudanças climáticas.

Um levantamento recente aponta que a vegetação perdeu cerca de 46% da vegetação original. Muitas áreas que registram a presença da Caatinga também correm risco de entrar em processo de desertificação. 

A educação contextualizada com o semiárido apresenta-se como uma das ações estratégicas para o combate ao desmatamento na medida em que dissemina nas comunidades técnologias de convivência com o semiárido voltada à preservação da caatinga e à recuperação de áreas desmatadas. Em algumas escolas do semiárido piauiense os professsores vem desenvolvendo projetos educativos voltados para a conservação da caatinga a partir da conscientização dos alunos e de suas famílias quanto ao cultivo agroecológicos que reduzem o desmatamento.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desertificação é uma ameaça nos municípios do semiárido piauiense

O Nordeste deve ser uma das áreas mais afetadas do planeta com as mudanças climáticas. Os efeitos dessa mudança na região do semiárido já são visíveis.
De acordo com o professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Adeodato Salviano, no estado do Piauí as áreas susceptíveis à desertificação abrangem 173 dos 224 municípios do estado. 
A razão dos problemas são as queimadas, que destroem a vegetação nativa. A área acaba sendo utilizada para a criação de gado. Também o garimpo de diamantes no estado contribuiu para a degradação do solo. Uma das áreas afetadas pelo processo de degradação do solo, segundo o especialista, equivale a aproximadamente 800 mil hectares, e abrange 22 municípios, além de Gilbués. 
No entanto, Salviano acredita que a degradação do solo pode ser revertida e, ao contrário do que muitos pensam, "não é um processo oneroso". Algumas ações estão sendo desenvolvidas na região para reduzir a degradação. Uma delas é o projeto da Fundação Agente para o Desenvolvimento do Agronegócio e Meio Ambiente, patrocinado pela Codevasf/Ministério da Integração Nacional, que, segundo o professor, tenta recuperar uma microbacia hidrográfica com aproximadamente 8.900 hectares na região de Gilbués.
Neste trabalho de combate a desertificação o reflorestamento é uma das principais alternativas, tendo em vista que é uma ação capaz de trazer de volta a umidade a essas áreas degradadas e assim torna-se possível o que os cientistas chamam de antidesertificação.
A desertificação será é um dos temas pautados pelo II Eco Piauí, encontro que começa no próximo dia 16/06, no Rio Poty Hotel, em Teresina (PI). O evento é promovido pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e pelo Sindicato dos Engenheiros do Estado do Piauí.
Devido à importância do tema para a construção de políticas de desenvolvimento sustentável no estado, o Fórum Piauiense  de Convivência com o Semiárido também criou um Grupo de Trabalho para discutir sobre o problema da desertificação no semiárido, bem como, propor e implementar ações voltadas ao combate a desertificação no estado.


Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

terça-feira, 14 de junho de 2011

Ministra do Meio Ambiente determina proteção da Serra Vermelha no Piauí

A ministra do Meio Ambiente e presidente do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), IsabellaTexeira, assinou monção solicitando a intensificação das ações federais de proteção para Serra Vermelha, localizada no sul do Piauí, entre os municípios de Bom Jesus, Curimatá, Morro Cabeça no Tempo, Parnaguá e Redenção do Gurguéia (todos distantes cerca de 700 km deTeresina).

Desmatamento de madeira florestal

A área de floresta tropical, cerrado e caatinga da região da Serra Vermelha é considerada uma das regiões com maior biodiversidade do Nordeste, segundo pesquisas do Museu de Zoologia da USP, coordenadas pelo cientista Hussam Zaher. Em 2006 o próprio Ministério do Meio Ambiente tinha aprovado um projeto que iria desmatar cerca de 78 mil hectares da floresta nativa para produção de carvão vegetal, visando abastecer as industrias siderúrgicas do Brasil e do exterior.

O projeto chamava-se Energia Verde e foi paralisado definitivamente pela Justiça Federal, além de sofrer fiscalização do Ministério do Trabalho que descobriu uma série de irregularidades no empreendimento.


Desde então, o grupo responsável pela área, a JB Carbon S/A, pensa em implantar no local uma termoelétrica movida à lenha nativa para abastecer a região de Bom Jesus, o que segundo os ambientalistas, causaria os mesmos danos a floresta da região, além de contribuir para o efeito estufa com a emissão de fumaça na atmosfera.

Pelo documento publicado no Diário Oficial da União no dia 05 de maio de 2011, a presidente do Conama e ministra do Meio Ambiente acatou a solicitação do professor e biólogo Francisco Soares, da Fundação Rio Parnaíba, e determinou que a Polícia Federal, Ibama e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade realize investigações e operações de fiscalização da área no sul do Piauí. O texto, de certa forma, informa que o Piauí não tem feito sua parte na proteção da região.

Ministra do Meio Ambiente, IsabellaTexeira

Segundo o ambientalista e professor Francisco Soares, que é o único piauiense com cadeira no Conama, a medida vai contra as ações da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Piauí, através do secretário Dalton Macambira, que "não respeita a lei da Mata Atlântica e continua licenciando projetos de carvoarias na região, inclusive dentro da Área de Proteção ambiental do Rangel, uma APA estadual nas imediações da Serra Vermelha", garantiu. 


Para o ambientalista, seria de extrema importância que o governador Wilson Martins (PSB), fizesse a substituição imediata do secretário. "Pelo menos até que tudo seja investigado. Se ao final ficar provado que Dalton Macambira é inocente, ele volta ao cargo", sugere o ambientalista.

O Ministério Público Federal do Piauí, através do procurador Tranvanvan Feitosa, também já tinha se reunido com a Polícia Federal alguns dias atrás para determinar fiscalizações e operações policiais na Serra Vermelha, visando combater a produção ilegal de carvão, o trabalho escravo, a grilagem de terras, ameaças aos pequenos proprietários e até a morte de ambientalistas.

Redação e fotos de André Pessoa