Mostrando postagens com marcador Educação Semiárido. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação Semiárido. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

RESAB promove II Seminário Nacional de Educação Contextualizada no Semiárido


A Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB) está realizando, no período de 3 a 5 de dezembro de 2013, o II Seminário Nacional de Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido, no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro - Bahia.

O evento tem como objetivo contribuir para consolidação de uma proposta político-pedagógica de educação para o Semiárido, que respeite e valorize o contexto, as identidades, a cultura e a diversidade da região. Neste caso, se apresenta um espaço de articulação, interação e debate entre profissionais da educação, pesquisadores (as), gestores (as) de políticas públicas, educadores (as) populares e estudantes. 

Nesta edição, o evento tem ainda a intenção de aprofundar o debate acerca da proposta da Educação para Convivência com o Semiárido, através de palestras e apresentação de experiências, que possam embasar a construção e/ou o fortalecimento de políticas públicas de educação no Semiárido Brasileiro.

O II Seminário Nacional de Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido será constituído de mesas temáticas, oficinas, socialização de experiências, lançamentos de livros e atividades culturais. Poderão participar do Seminário profissionais da educação, pesquisadores, gestores de programas e políticas públicas, estudantes e outras pessoas interessadas no tema. As inscrições serão gratuitas e poderão ser efetivadas no site do evento: www.ecsab.com.br.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Programa Ação da Globo destaca ações de convivência com o Semiárido


O Programa Ação da Rede Globo exibiu no sábado (02/06) algumas experiências de convivência com o Semiárido desenvolvida por instituições do terceiro setor no semiárido baiano. Foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) e a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA BRASIL) voltadas para o melhor aproveitamento da água de forma que ela possa servir tanto para o uso básico, como consumo e uso higiênico, bem como ações voltadas para a produção sustentável de alimentos.
Há vinte e dois anos o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) vem implementando técnicas de captação de água com o objetivo de transformar o cenário da seca em algo favorável para a região. Desenvolve também um trabalho de assistência técnica aos produtores locais estimulando a agricultura familiar, a criação de animais, valorizando a caatinga para alimentação dos animais e ensinando técnicas de plantio não agressivas ao solo.
Outra ação importante desenvolvida pelo IRPAA é a formação dos/as agricultores/as e seus filhos. Como forma de transmitir conhecimento sobre o melhor modo de aproveitar o solo e a água, o IRPAA criou a Escola de Formação para Convivência do Semiárido, atende aos jovens de mais de 10 estados do semiárido. Desde o início, já foram formadas vinte e uma turmas, com uma média de cinquenta pessoas cada.
a Articulação no Semiárido (ASA Brasil) trabalha pela democratização da água, batalhando por uma infraestrutura hídrica próxima à casa de cada família que convive com a seca. A construção de cisternas que coletam água da chuva é o principal foco da ASA, que fez cálculos do tamanho do telhado ideal para preencher a cisterna através da água que cai em canaletas. A partir disso foram criadas cisternas de dezesseis mil litros, capazes de armazenar água para até oito meses, o período anual comum de estiagem do semiárido. Feitas com cimento, as cisternas são de baixo custo, fáceis de fazer e envolvem a família na construção.
Dentre as ações executadas pela organização, o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1 +2) e o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) são os mais importantes. O primeiro procura fomentar a segurança alimentar e a geração de emprego e renda entre as famílias agricultoras, através do acesso e manejo sustentáveis da terra e da água para produção de alimentos.  O 1 significa terra para produção e o 2 corresponde a dois tipos de água – a potável, para consumo humano, e água para produção de alimentos. Este programa já capacitou 24.566 famílias com a construção de 9.770 cisternas do tipo calçadão, onde a água da chuva é armazenada para ser utilizada em hortas, plantio e criação de animal. 
Já o P1MC procura democratizar a água para beber e cozinhar, através das cisternas de placas. Juntas, elas formam uma infraestrutura descentralizada de abastecimento com capacidade para 16 bilhões de litros de água. Foram criadas 380.988 cisternas, uma para cada família, beneficiando 1.904.940 de pessoas. Paralelamente aos programas, a ASA dá um curso de gestão de recursos hídricos para que as populações saibam aproveitar melhor a água armazenada nas cisternas.

Acesse os vídeos:

VÍDEO 01: Convivendo com a seca

VÍDEO 02: Captação de água

VÍDEO 03: Riquezas da caatinga

domingo, 29 de abril de 2012

Professores piauienses participam de intercâmbio na Embrapa Semiárido


Cerca de 40 professores da rede pública de ensino, da microrregião de Picos, vinculados ao Curso de Especialização em Educação Contextualizada no Semiárido, realizado pela UESPI e RESAB, participaram nos dias 28 e 29 de abril do intercâmbio de experiência na Embrapa Semiárido e no Centro de Treinamento do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA).
O intercambio teve como objetivo possibilitar aos professores o conhecimento das tecnologias apropriadas ao Semiárido desenvolvidas pela Embrapa e pelo IRPAA para a sustentabilidade da agricultura familiar.
Os docentes tiveram a oportunidade de conhecer as Tecnologias de captação, armazenamento e gerenciamento da água de chuva, a exemplo da cisterna, barragem subterrânea, cisterna calçadão, dentre outras. Além disso, conheceram também as experiências na área do manejo alimentar de caprinos a partir do potencial forrageiro de espécies exóticas e nativas da caatinga.
A expectativa agora é que os professores possam estar levanto todo o conhecimento adquirido durante o intercâmbio para a sala de aula como forma de ampliar o conhecimento dos alunos e suas famílias acerca das possibilidades de convivência com o semiárido em suas comunidades.

sábado, 28 de abril de 2012

O desafio de preservar a caatinga no semiárido



A Caatinga é hoje uma das regiões mais ameaçadas do globo pela exploração predatória. As áreas protegidas ocupam apenas 2% do Semiárido Brasileiro, e a maioria delas não está na Caatinga. As principais causas da degradação ambiental no bioma são a caça, as queimadas e o desmatamento para retirada de lenha. No Nordeste, mais de 30% da matriz energética tem como base a lenha, e a grande maioria da madeira vem de áreas sem planos de uso sustentável.
No dia 28 de abril é celebrado o dia nacional da caatinga, que possamos aproveitar essa data para refletirmos sobre as ações educativas que podemos desenvolver para ampliarmos as ações de preservação e revitalização da caatinga no semiárido, tendo em vista a riqueza de sua biodiversidade e sua importância na garantia da vida no sertão.
O trabalho de educação para a convivência com o semiárido deve ter como um dos focos prioritários a educação ambiental, contribuindo para que as crianças e os jovens conheçam a caatinga, suas belezas e diversidade, bem como compreenda sua importância na política de convivência com o semiárido. São a partir das pequenas ações desenvolvidas nas escolas que iremos fomentar a produção de uma nova cultura de convivência com o semiárido, baseada no princípio da preservação, do uso racional e sustentável dos recursos naturais e da implementação de novas relações entre os seres humanos e destes com a natureza.

Vejam vídeo sobre uma rica experiência de educação ambiental desenvolvida em uma escola em Porto Alegre:


segunda-feira, 26 de março de 2012

Alunos do curso de Especialização em Educação no Semiárido realizam intercâmbio de experiência


Mística de acolhimentos dos alunos
Os alunos do Curso de Especialização em Educação Contextualizada no Semiárido, promovido pela UESPI e a Rede de Educação no Semiárido (RESAB), no Campus de Picos, realizaram nos dias 23 e 24 de março uma visita de Intercâmbio de Experiência na Ecoescola Thomas a Kempis, no município de Pedro II - PI.
A Ecoescola é vinculada ao Centro de Formação Mandacaru e há mais de 10 anos oferece ensino gratuito da 5ª série do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio na modalidade integral, a partir dos princípios da educação contextualizada e da agroecologia.
O evento foi organizado pelo professor da disciplina de currículo contextualizado, Elmo de Souza Lima, com objetivo de possibilitar a troca de experiências entre os professores da Ecoescola e os 40 docentes da rede pública de ensino que participam do curso de especialização.
Hortas orgânicas
Durante a visita, os alunos do curso de especialização tiveram a oportunidade de conhecer as áreas de produção e as oficinas de trabalho desenvolvidas na escola, bem como as estratégias didático-pedagógicas adotadas no processo de contextualização e organização dos conteúdos e das práticas educativas.
A roça orgânica foi uma das experiências desenvolvidas pela Ecoescola que mais chamou a atenção dos visitantes, devido seu potencial produtivo baseado na preservação do meio ambiente e na alimentação saudável.
Projeto modelo de Roças orgânicas
Como resultado do trabalho, os professores/cursistas, que atuam em 20 município do Território Vale do Guaribas, no semiárido piauiense, saíram com o desafio de ampliar o debate nos municípios voltado ao desenvolvimento de projetos educativos e curriculares contextualizados que fomente o desenvolvimento de práticas educativas voltadas à produção de conhecimentos que valorize os saberes socioculturais locais e potencialize ações de desenvolvimento sustentável.