sábado, 11 de abril de 2015

Governador visita experiência de educação contextualizada em Ipiranga do Piauí

O governador Wellington Dias (PT) visitou na última sexta-feira (10/04) a experiência de educação contextualizada no semiárido implementada pela Escola Municipal Liberato Vieira, em Ipiranga do Piauí.
Wellington Dias foi recepcionado pelos estudantes e professores que fizeram uma apresentação das atividades desenvolvidas na escola voltadas à construção de conhecimentos sobre a realidade da comunidade, à valorização dos saberes e da cultura local e às alternativas de convivência com o semiárido.
Durante a visita, o governador conheceu a Horta Pedagógica e o Viveiro de Mudas construídos em parceria com a Organização não governamental, Escola de Formação Paulo de Tarso, e a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA BRASIL). Este espaço é utilizado pelos alunos e professores como laboratório de experiências educativas, principalmente nas áreas de Ciências da Natureza, Matemática e Geografia.
De acordo com a diretora, Reginalda Alves, a Horta Pedagógica e o Viveiro de Mundas foram essenciais na construção do projeto de educação contextualizada, pois aproxima as práticas educativas do contexto de vida dos alunos, favorecendo a dinamização do processo de ensino e aprendizagem. Além disso, contribuiu muito para aproximação da escola como a comunidade. “Todos os dias temos pessoas da comunidade contribuindo com as atividades da Horta e do Viveiro. Atualmente, temos mais de 20 espécies de plantas, como pequi, caju, buriti, cana-de-açúcar, mangaba, entre outros que distribuímos para a comunidade em geral”, revela.
A diretora ressalta ainda que, “quando entrou o projeto da convivência com o Semiárido na escola, os alunos começaram a perceber o valor que tem nosso município. Antes achavam que só tinha futuro sair para outras cidades. E agora veem como a terra daqui tem futuro. O interesse dos alunos mudou muito. A gente passa o dia todo e quando chega a hora de ir para casa não queremos sair”, afirmou.
A Escola Municipal Liberato Vieira começou a desenvolver este projeto de educação contextualizada no semiárido a partir de agosto de 2012, com a chegada do Projeto de Formação de Educadores no contexto do Semiárido, desenvolvido pela Universidade Federal do Piauí, sob a coordenação do prof. Elmo de Souza Lima, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB).

A aluna Verônica Fontes de Sousa, do oitavo ano, destacou que a educação contextualizada ajudou a mudar o pensamento de muitos alunos da escola e levou a escola ser mais visitada pelos moradores. “Antes, os portões eram todos fechados. A gente não podia entrar e agora nós podemos entrar, e vamos direto para o viveiro e para as hortas ajudar no que for preciso”.
Para Wellington, este tipo de experiência é fundamental para a melhoria da qualidade da educação oferecida nas escolas do semiárido, bem como, para o fortalecimento das políticas de desenvolvimento do Estado, construídas a partir dos princípios da convivência com o semiárido.
Para Maria Luiza de Cantalice, técnica da Secretaria Estadual de Educação, a experiência de educação contextualizada no semiárido desenvolvida na Escola Municipal Liberato Vieira pode ser uma referência para as atividades de educação contextualizada que serão implementadas partir deste ano pela SEDUC, através do Projeto Viva o Semiárido, em 50 municípios do semiárido, numa parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), agência da Organização das Nações Unidas (ONU).
Na visita, o governador Wellington Dias também inaugurou a quadra poliesportiva da escola  que irá contribuir para a ampliação das atividades educativas, principalmente na área do esporte, da arte e da cultura.

Imagens da solenidade de inauguração da quadra poliesportiva:







sábado, 21 de março de 2015

UESPI discute projeto de mestrado sobre desenvolvimento do semiárido

O campus de Picos da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) promoveu reunião, na última quinta-feira (19/03), com o propósito de discutir o projeto de implantação de Programa de Pós-Graduação em nível de mestrado na área de desenvolvimento no semiárido.
Para o Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Geraldo Eduardo Luz, o programa de Mestrado será implantado em 2016 e se volta para o desenvolvimento do Semiárido Piauiense, propondo novas tecnologias para os problemas vivenciados nesta região, bem como, a interação com as comunidades no que diz respeito ao acesso à informação, dentre outros aspectos.
Geraldo Luz acrescentou ainda que o Curso de Mestrado envolverá 20 professores doutores da Uespi oriundos dos mais diversos campus e cursos, assim como, professores de outras IES que trabalham a temática do Semiárido, numa ideia de estudo interdisciplinar.
“A nossa ideia é desenvolver as potencialidades da região, uma região prioritária para o desenvolvimento econômico do Nordeste e do país, onde este desenvolvimento econômico está atrelado ao desenvolvimento social. Esse programa de pós-graduação possibilita o desenvolvimento dessas potencialidades para que as mesmas se tornem benefícios para toda esta região”, disse Geraldo Eduardo Luz.
Os estudantes que ingressarem neste Curso de Mestrado desenvolverão projetos voltados à realidade do Semiárido, com o propósito de fomentar a produção de tecnologias e conhecimentos que contribuam para o desenvolvimento sustentável da região, através da disseminação de conhecimento e da proposição de novas políticas públicas.
Para o diretor do Campus da Uespi de Picos, Evandro Alberto, a universidade tem cada vez mais avançado em Pesquisa e Extensão, e a possível implantação da proposta de Mestrado é um reflexo positivo deste avanço.
Esta proposta de Mestrado em Desenvolvimento do Semiárido surgiu a partir dos Cursos de Especialização em Educação Contextualizada e Gestão em Políticas Públicas no Semiárido desenvolvidos pela UESPI em parceria com a Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB).
Para a coordenação da RESAB no Piauí, a proposta do Curso de Mestrado sobre o desenvolvimento no semiárido associado às políticas de convivência discutidas pelos movimentos e organizações sociais pode trazer inúmeras contribuições para o desenvolvimento da região, com a produção e disseminação de conhecimentos e tecnologias voltadas à melhoria da qualidade de vida da população desta região.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Resab define prioridades para 2015 no Piauí

A Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB) realizou, na última sexta-feira (06/03), sua reunião primeira de 2015, na Secretaria Estadual de Educação do Piauí, com o propósito de refletir sobre as perspectivas da educação contextualizada no Estado.
Durante o evento, as organizações e instituições que compõem a Rede discutiram sobre as ações e projetos estratégicos que serão desenvolvidos com o propósito de fortalecer a luta pela consolidação de uma política de educação do campo contextualizada no semiárido.
Dentre os projetos e ações prioritárias, descaram-se o acompanhamento ao Projeto de Educação Contextualizada implementado na Escola Municipal Liberato Vieira, em Ipiranga do Piauí, desde 2012, através da parceria entre a Universidade Federal do Piauí (UFPI), a Escola de Formação Paulo de Tarso, a Secretaria Estadual de Educação e a Secretaria Municipal de Educação de Ipiranga. Este trabalho vem se constituindo numa experiência piloto na área da educação contextualizada no semiárido em escola públicas no Piauí.
Em 2015, a RESAB pretende também apoiar a criação de três novas experiências pilotos na área da educação contextualizada no semiárido.  Duas experiências serão desenvolvidas no Município de Picos, numa articulação entre as professoras que participaram do Curso de Especialização em Educação Contextualizada no Semiárido e Secretaria Municipal de Educação. A outra experiência será desenvolvida no Município de Ipiranga, como resultado do trabalho exitoso alcançado com os projetos educativos desenvolvidos na Escola Municipal Liberato Vieira.
O trabalho em Picos contará com a parceria e colaboração do Movimento dos Pequenos Agricultores (MDA), da Cáritas Regional Piauí, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG-PI) e do Curso de Licenciatura em Educação do Campo da UFPI.
A ideia é que essas experiências pilotos sirvam como espaços de estudos, pesquisas e produção coletiva de conhecimentos teórico-metodológicos na área da educação do campo e da educação contextualizada, possibilitando a troca de experiências entre os educadores, gestores, professores universitários e estudantes.
A Rede deve priorizar também em 2015, a realização do III Colóquio de Educação Contextualizada no Semiárido, o apoio ao trabalho desenvolvido pelo Centro de Formação Mandacaru, através da Ecoescola Thomas a Kempis e das formações desenvolvidas juntos as escolas do campo do município de Pedro II. Além disso, pretende acompanhar o Projeto Água na Escola, desenvolvido pelo Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido, a Asa Brasil e o Ministério de Desenvolvimento Social, e o Projeto Viva o Semiárido, desenvolvido pelo governo do estado do Piauí, com ações voltadas para a educação contextualizada em 50 municípios do semiárido. 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Planejamento participativo fortalece experiência de educação contextualizada

Tradicionalmente as escolas brasileiras consolidaram suas práticas de planejamento restritas aos profissionais da educação, desconsiderando os anseios e desejos dos educandos, bem como, as experiências socioculturais das comunidades.
Contrapondo-se a essa lógica, a Escola Municipal Liberato Vieira,localizada na comunidade Brejo da Fortaleza, em Ipiranga do Piauí, realizou na primeira semana de fevereiro de 2015 o planejamento didático participativo com o propósito de ampliar o diálogo entre educadores, educandos e a comunidade, bem como, fortalecer a proposta de educação contextualizada no semiárido.
Com a participação de professores, estudantes, pais e representantes da comunidade, a equipe pedagógica da escola iniciou a discussão sobre o Plano de Trabalho 2015, tendo como referência os princípios políticos e pedagógicos da Educação do Campo e da Educação Contextualizada no Semiárido que norteiam a proposta pedagógica da escola.
Com o propósito de aprofundar o processo de contextualização das práticas educativas, o trabalho foi iniciado a partir do diagnóstico da realidade, desenvolvido com a comunidade no final de 2014. A partir do diagnóstico, o grupo identificou os temas relevantes que nortearão a proposta pedagógica da escola em 2015, considerando as demandas sociais e político-organizativas da comunidade, bem como, as necessidades formativas dos educandos.
Após as discussões coletivas, o grupo definiu que o trabalho da escola em 2015 será voltado para o estudo das potencialidades socioeconômicas da comunidade. Na visão do grupo, há muitas riquezas naturais, produtivas, econômicas, dentre outras, que ainda não são utilizadas de forma sustentável com o objetivo de melhorar qualidade de vida da população. 
Para a direção da escola, a falta de informação acerca dessas potencialidades, das tecnologias apropriadas e das próprias políticas públicas de convivência com o semiárido é um dos principais entraves para o desenvolvimento local. 
A partir da identificação dos eixos temáticos, os professores, alunos e os pais discutiram as atividades a serem desenvolvidas com o propósito de produzir conhecimentos que permitam uma compreensão crítica e aprofundada da realidade sociocultural, política e econômica local, numa relação com o contexto sociopolítico mais amplo da sociedade.
Durante os dois primeiros meses, o trabalho pedagógico desenvolvido pela escola será voltado para o mapeamento das potencialidades locais, assim como, para os estudos aprofundados acerca das riquezas naturais, produtivas, socioambientais e políticas, com o auxílio dos conhecimentos das diferentes disciplinas e das assessorias técnicas das instituições parceiras neste projeto.
Neste processo de investigação e estudo da realidade, os conhecimentos das disciplinas poderão auxiliar os educadores e educandos no trabalho de problematização e desvelamento dos dados levantados junto as famílias.  Este processo de produção coletiva de conhecimento, que coloca os educandos e a comunidade como protagonistas do saber, é fundamental na construção dos caminhos que a comunidade devem seguir na busca da transformação social.
Durante as pesquisas e os estudos da realidade, os educandos serão orientados para organizarem e sistematizarem as informações obtidas junto às famílias e as atividades de campo. Ao final do trabalho, a ideia é produzir cartilhas, boletins, folderes e panfletos que informem as comunidades e as autoridades do município e do estado quanto às riquezas da região e as alternativas de desenvolvimento sustentável.
Para a diretora da escola, Reginalda Ribeiro, há também a intenção de desenvolver, no final desta primeira etapa do projeto, um evento que mobilize a comunidade local, os gestores públicos do município e do estado, a exemplo da Emater, Embrapa, Secretaria de Agricultura, de Assistência social, dentre outras, e outras instituições parcerias, com o propósito de socializar os estudos desenvolvidos pelos alunos e criar um grupo de trabalho capaz de instigar a comunidade e as autoridades do município para o desenvolvimento de projetos produtivos que viabilize o aproveitamento sustentável das potencialidades locais.
A ideia é que os estudos desenvolvidos pela escola, em parceria com a comunidade, possam fomentar novos processos organizativos e políticos na comunidade capazes de viabilizar políticas públicas que melhorem a qualidade de vida da população.
A Escola Municipal Liberato Vieira começou a desenvolver as atividades na área da educação contextualizada no semiárido a partir de agosto de 2012, quando foi contemplada com o Projeto de Formação de Educadores no contexto do Semiárido, desenvolvido pela Universidade Federal do Piauí, sob a coordenação do prof. Elmo de Souza Lima, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Professores discutem sobre educação contextualizada em Semana Pedagógica

Mais de 100 professores do município de Ipiranga do Piauí participaram do debate promovido pela Secretaria Municipal de Educação, sobre as práticas educativas contextualizada no semiárido, em parceria com a Rede de Educação Contextualizada no Semiárido (RESAB).
A mesa de debate sobre a Educação Contextualizada no Semiárido ocorreu no dia 05 de fevereiro de 2015, no auditório da Secretaria Municipal de Educação, como parte da programação da I Semana Pedagógica 2015 realizada no período de 03 a 05 de fevereiro/2015, e teve como debatedores o Prof. Dr. Elmo de Souza Lima, do Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Prof.ª Maria Luíza de Cantalice, Técnica da Secretaria Estadual de Educação do Piauí, vinculada à Coordenação de Educação Contextualizada.
Ao longo do debate, foram apresentados os princípios que norteiam a proposta de educação contextualizada no semiárido, associado também as políticas de educação do campo, bem como, a importância deste projeto educativo na redefinição do papel da escola na formação crítica das crianças e adolescente, vinculado ao trabalho de valorização da cultura, da história e das potencialidades locais.
Após a mesa de debate, a Profa. Reginalda Alves Pereira Ribeiro, diretora da Escola Municipal Liberato Vieira, apresentou a experiência piloto desenvolvida na comunidade Brejo da Fortaleza, em Ipiranga, na área da educação contextualizada no semiárido, em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB).
Segundo Reginalda, o trabalho desenvolvido na escola através da horta pedagógica, do viveiro de mudas, de visitas de intercâmbios nas roças agroecológicas e as atividades de campo voltadas ao reconhecimentos das potencialidades locais tem motivado bastante os alunos e ampliado as relações de parceria e colaboração com a comunidade. 
As discussões provocaram importantes inquietações entre os educadores quanto à necessidade de rediscutir os projetos educativos desenvolvidos nas escolas, deslocados dos contextos socioculturais e políticos dos educandos, assim como, da ausência de um diálogo com a comunidade quanto as reais necessidades formativas, a valorização e o reconhecimento das práticas sociais e das experiências e conhecimentos dos sertanejos.
Ao final do evento, a Secretaria Municipal de Educação assumiu o compromisso de reativar o trabalho da Coordenação de Educação do Campo, com a proposição de políticas de formação de professores na área da educação do campo associada ao debate da educação contextualizada no semiárido e o desenvolvimento de novas estratégias de planejamento que contemple o diálogo com a comunidade e as demandas sociais, políticas e culturais locais.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Mais de 70 professores concluem Curso de Especialização em Educação no Semiárido

A Universidade Estadual do Piauí promoveu no último sábado (13/12), em parceria com a Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB), o Seminário de encerramento de dois Cursos de Especialização em Educação Contextualizada no Semiárido desenvolvido no Campus de Valença e Oeiras, no semiárido piauiense.

Durante o evento, mais de 70 professores vinculados à rede pública de ensino e às escolas famílias agrícolas apresentaram os trabalhos de pesquisas desenvolvidos na última etapa do curso. Parte dos trabalhos denunciava os descasos com a educação no semiárido, com a precariedade das condições das escolas, a ausência de formação de professores e materiais didáticos voltados para o contexto do semiárido.

Além disso, um grupo significativo de estudos socializados pelos alunos do curso demonstra o crescente interesse dos professores e das escolas em aprofundar o debate sobre a educação contextualizada no semiárido com o intuito de ampliar o olhar crítico dos alunos e da comunidade sobre a realidade da região, bem como, sobre as possibilidades de desenvolvimento sustentável.
Outro aspecto presente nos trabalhos socializados esta relacionado com a necessidade de produção de novos materiais didáticos contextualizados no semiárido, a reorganização do currículo das escolas, articulando-o com os saberes e as experiências políticas, organizativas e culturais dos sertanejos, contemplando os estudos acerca das potencialidades culturais, econômicas e sociais da região e, assim como, sobre as tecnologias de convivência com o semiárido. Dentre os trabalhos apresentando, serão selecionados os mais significativos para publicação em  dois livros que serão lançados em 2015.
Para a coordenação da Resab, um aspecto positivo neste processo de encerramento dos cursos foi o comprometimento políticos dos professores na construção dos projetos de educação contextualizada nos municípios e o desejo de continuar os estudos e as discussões coletivas que façam avançar a luta pela construção de estratégias que garantam o fortalecimento da educação contextualizada e educação do campo nos territórios.
Na avaliação final dos cursos de educação contextualizada no semiárido ficou evidente o grande interesse dos professores em continuarem se organizando, através da criação de núcleos regionais da Rede de Educação no Semiárido Brasileiro, envolvendo os movimentos e organizações sociais e as instituições públicas com o propósito de sensibilizar e cobrar dos gestores municipais um compromisso político com relação à implementação de políticas que garantam a efetivação da educação contextualizada nos municípios.
Encerramento do Curso de Políticas Públicas em Paulistana
Neste período, houve também o encerramento dos 3 Cursos de Especialização em Gestão e Políticas Públicas no Semiárido desenvolvidos em Picos, Paulista e São Raimundo Nonato, onde mais de 100 técnicos, gestores públicos, lideranças comunitárias e educadores populares vinculados aos movimentos e organizações sociais e instituições públicas socializaram seus estudos sobre as políticas públicas no semiárido e as alternativas de convivência com o semiárido durante os seminários de conclusão dos cursos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Encontro Territorial discute educação contextualizada no semiárido

O Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido e a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA Brasil)promoveram nos dias 20 e 21 de novembro de 2014 o I Encontro Territorial, em Valença do Piauí, que contou com uma sala temática sobre a educação contextualizada.
Mais de 300 agricultores, técnicos e lideranças comunitárias dos Territórios Vale do Sambito, Vale do Canidé e Vale do Guaribas participaram do evento que teve como tema central: “desenvolvimento territorial na perspectiva da convivência” e trouxe como objetivo fortalecer a estratégia territorial como instrumento de mobilização social e implementação de políticas públicas para o semiárido.
Durante as discussões na sala temática sobre educação contextualizada, o prof. Elmo Lima, da Universidade Federal do Piauí e membro da Rede de Educação no Semiárido, responsável pela exposição do tema, destacou a importância da educação contextualizada na construção das políticas de convivência no território e convocou as organizações sociais e das comunidades a estabelecerem um diálogo com as escolas e as secretarias municipais de educação com o intuito de fortalecer o debate da educação contextualizada e, consequentemente, expandir o projeto de convivência com o semiárido em construção pelo Fórum Piauiense de convivência com o Semiárido e a ASA Brasil.
De acordo com a organização do evento, o tema da educação contextualizada foi bem recebido pelos participantes tendo em vista que o trabalho desenvolvido em muitas escolas do semiárido não aponta perspectiva de desenvolvimento nas comunidades e nem ajuda os jovens a visualizarem as possibilidades de melhoria da qualidade de vida na região. “É um modelo de educação que estimula os jovens a irem embora do seu lugar, abandonando famílias, amigos, suas histórias, culturas e tradições”, enfatiza Elmo Lima.
Para a assessora do Território Vale do Sambito, Francisca de Sousa Costa, a educação contextualizada vai ser uma prioridade nas discussões sobre a definição das políticas de desenvolvimento no território em 2015. A ideia é ampliar o diálogo com os secretários de educação para que este tema passe a ser uma prioridade na formulação das políticas educacionais nos municípios.
No ultimo dia do evento, foi realizada também a Feira de Sementes da Fartura e Produtos da Agricultura Familiar com o objetivo de incentivar a troca e a preservação das sementes nativas e o fortalecimento da agricultura familiar.