quarta-feira, 29 de julho de 2015

Projeto vai construir 186 cisternas escolares no semiárido piauiense

O Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido está desenvolvendo o Projeto Cisternas nas Escolas que tem como objetivo levar água de qualidade às escolas do semiárido do Estado, através de cisternas de 52 mil litros.
Além da construção das tecnologias, o projeto prevê a capacitação de profissionais das escolas, como professores, em cursos de gerenciamento de recursos hídricos e Educação Contextualizada. Estimulando que as escolas trabalhem o conhecimento e valorização das realidades locais e a convivência com Semiárido.
O projeto vai construir 186 cisternas escolares de 52 mil litros em 15 municípios do semiárido piauiense, sendo 83 implementadas pela Cootapi em parceria com a Obra Kolping do Piauí e 103 construídas pela Cáritas Regional do Piauí. Além da construção das cisternas, cada escola receberá um recurso que deverá ser utilizado na melhoria do sistema de captação e distribuição de água na instituição, como instalação de caixa d’água elevada e encanamento.
Os municípios beneficiados serão Caracol, São Lourenço do Piauí, Dom Inocêncio, Curimatá, Avelino Lopes, Morro Cabeça no Tempo, Anísio de Abreu, Fartura do Piauí, Curral Novo, Jacobina, Simões, Campinas do Piauí,  Padre Marcos, Caridade e Betânia.
Para Raimundo João da Silva, coordenador da Obra Kolping do Piauí, o projeto vai muito além do simples fato de levar água para as escolas, pretende fomentar o desenvolvimento de práticas educativas contextualizadas no semiárido. A ideia é que através do trabalho com a cisterna os professores comecem a discutir mais sobre a realidade do semiárido, produzindo conhecimentos que levem os educandos a compreenderem melhor a região e suas potencialidades.

No Piauí, a Escola Municipal Liberato Vieira no município de Ipiranga (PI), foi uma das primeiras instituições de ensino contempladas com a cisterna de 52 mil litros. A partir da cisterna, a escola iniciou, com o apoio da Universidade Federal do Piauí, o debate da Educação Contextualizada, que resultou na construção uma horta escolar e do viveiro de mudas e na produção de alimentos sem agrotóxicos, garantindo alimentação saudável. “A cisterna foi uma coisa maravilhosa para nossa escola. Ela ajudou a envolver crianças, pais e mães, professores. Estamos com a proposta da horta que está sendo usada em nossa alimentação e pretendemos ampliar. Esta é uma ação muito importante”, colocou Reginalda Ribeiro, diretora da escola.
O Projeto Cisternas nas Escolas é uma realização da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA BRASIL), com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e pretende implementar 2.500 cisternas em escolas de 255 municípios da região até o final deste ano. A meta é a construção de 5 mil tecnologias até o ano de 2016.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Mais de 4 mil escolas do campo foram fechadas em 2014 no Brasil

Dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostra que mais 4.084 escolas do campo foram fechadas em 2014 no Brasil. Se pegarmos os últimos 15 anos, essa quantidade salta para mais de 37 mil unidades educacionais a menos no meio rural.
Se dividirmos esses números ao longo do ano, temos oito escolas rurais fechadas por dia em todo país.
Dentre as regiões mais afetadas, norte e nordeste lideram o ranking. Só em 2014 foram 872 escolas fechadas na Bahia. O Maranhão aparece no segundo lugar, com 407 fechadas, seguido pelo Piauí com 377.
Há tempo que estes números preocupam entidades e movimentos sociais ligados ao campo e à educação, ainda mais pelo fato dos municípios mais pobres serem os mais afetados.
 
Para Clarice Santos, professora da Universidade de Brasília (UnB), “esses números revelam o fracasso da atual política de educação no campo”. Para ela, os instrumentos criados precisam ser revistos para que se alcance o resultado esperado. “Se por um lado existe um esforço do governo federal em ampliar o transporte escolar rural, por outro, esse esforço não é o mesmo para evitar o fechamento das escolas”, exemplifica. “Não faz sentido pensarmos em transporte sem alunos. Ou seja, é um conjunto de critérios que demonstram as falhas das atuais políticas educacionais", ressalta Santos.
De acordo com Erivan Hilário, do setor de educação do MST, o fechamento destas escolas representa um atentado à educação, um direito historicamente conquistado. "O fechamento das escolas no campo não pode ser entendido somente pelo viés da educação. O que está em jogo é a opção do governo por um modelo de desenvolvimento para o campo, que é o agronegócio”, aponta.
Segundo Erivan, a situação que vivemos “não está isolada desta opção, porque o agronegócio pensa num campo sem gente, sem cultura e, portanto, um campo sem educação e sem escola”. Ele observa que ao mesmo tempo em que há fechamento sistematizado das escolas no campo, o número de construções de novas unidades educacionais nos centros urbanos têm crescido.
“Esse é um dado importante de ser analisado. O fechamento das escolas do campo contribui para o êxodo rural, além de consolidar o papel do agronegócio nessas regiões com a priorização dos lucros”, ressalta.
Além da falta de escolas, outro fenômeno observado é a chamada “nucleação”, quando várias unidades escolares são concentradas numa “escola pólo”. Isso tende a minar cada vez mais a educação já cambaleante nestas regiões, dificultando o processo de aprendizagem e crescimento de crianças e jovens.

O jogo de empurra-empurra

A falta de investimento das prefeituras locais é apontada como um dos grandes motivos para o fechamento das escolas no campo. As prefeituras, por sua vez, alegam que o número de alunos matriculados não é o suficiente para manter novas unidades educacionais. Porém, o fechamento dessas escolas atingiu cerca de 83 mil alunos em todo o país.
De acordo com Erivan, mesmo nas regiões onde existem vagas, sobra precariedade. Das 70.816 instituições na área rural registradas em 2013 (uma década antes eram 103.328), muitas delas continuam sem infraestrutura adequada, biblioteca, internet ou laboratório de ciências. Outro ponto de alerta é a falta de adequação do material didático.
Sem falar da adoção de conteúdos, práticas e atividades distantes do universo cotidiano e simbólico dos alunos camponeses, quilombolas ou ribeirinhos, bem como aponta Erivan.

Falta fiscalização do poder público e da sociedade

Lançada em 2014, a Lei 12.960 tinha como objetivo mudar as Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e um dos pontos previstos era justamente aumentar o grau de exigência para que uma escola fosse fechada, mas na prática não foi o que aconteceu. Neste caso, o grande problema é a falta de fiscalização, tanto dos órgãos públicos quanto da população.
Para Erivan,“o MEC institui as portarias, as leis são sancionadas, mas, na prática, quem tem o poder de fechar as escolas é o município. Se o município alega falta de alunos e de verbas, as escolas acabam sendo fechadas, e políticas que poderiam impedir esse fato não são colocadas em prática”.
Os movimentos sociais alertam para a necessidade de criar uma ampla articulação entre os movimentos e os órgãos públicos responsáveis pela fiscalização das políticas públicas com o intuito de garantir a população do campo, principalmente às crianças e os adolescentes o direito de ter acesso a educação de qualidade em suas comunidades.
Relação completa das escolas do campo fechadas em 2014
Fonte: Página do MST

domingo, 7 de junho de 2015

Escola realiza mapeamento das potencialidades do semiárido

As riquezas do semiárido brasileiro são pouco conhecidas pela maioria da população devido à ausência de estudos sobre estes temas nas escolas e à falta de divulgação nos meios de comunicação. Com o propósito de ampliar os estudos e a produção de conhecimentos sobre as potencialidades socioeconômicas desta região, a Escola Municipal Liberato Vieira realizou no mês de maio/2015, um mapeamento das potencialidades socioeconômicas em 10 comunidades no município de Ipiranga, no semiárido piauiense.
O mapeamento foi realizado pelos estudantes do 1º ao 9º ano, envolvendo 124 famílias e 445 pessoas, quase 50% do total de famílias que vivem na região do Brejo da Fortaleza, zona rural do município de Ipiranga. Com este trabalho, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer as principais potencialidades da comunidade, principalmente aquelas relacionadas às atividades agrícolas e a pecuária, principal fonte de renda da região.
De acordo com os alunos, chamou a atenção o grande número de famílias que não tem a posse da terra e desenvolvem suas atividades como meeiros e/ou arrendatários. Além disso, observou-se que há muito desperdícios de frutas que poderia ser utilizadas na produção de doces, polpas e geleias.
Constatou-se também que são poucas as famílias que produzem para a comercialização. A maioria limita-se à produção para o consumo, talvez devido à pequena área para produção e a ausência de políticas no município que fomente a comercialização da agricultura familiar.
Para Graziely Veloso, aluna do 8º ano, o trabalho foi muito importante para que os estudantes pudessem conhecer melhor as potencialidades da comunidade, interagir e trocar experiências com as famílias. Por outro lado, ela acrescenta que este trabalho de pesquisa na comunidade foi importante para o desenvolvimento da autonomia e da autoconfiança dos estudantes, já que no inicio das atividades muitos achavam que não iam conseguir atingir os objetivos proposto.
Na última sexta-feira (05/06), a equipe pedagógica da escola participou de uma Oficina Pedagógica sobre Educação contextualizada no Semiárido, realizada pela Rede de Educação no Semiárido e a Universidade Federal do Piauí, com o propósito de aprofundar a discussão com os professores, os alunos e os pais sobre o mapeamento da realidade, visualizando as atividades que poderiam ser realizadas para contribuir com a melhoria da qualidade de vida das famílias.
Durante a Oficina, os professores também tiveram a oportunidade discutir as estratégias pedagógicas que serão desenvolvidas no processo sistematização e organização dos conhecimentos extraídos do mapeamento da realidade. Devido o volume de informações e a complexidade destes dados, tornou-se necessário organizá-los em eixos e sub-eixos temáticos com o propósito de estabelecer os diálogos interdisciplinares entre os dados da pesquisa e os conhecimentos escolares, visando o desvelamento dos fatos e a compreensão aprofundada dos aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais que estão implícitos na vida do sertanejo.
Horta Pedagógica
Para o professor da Universidade Federal do Piauí, Elmo de Souza Lima, que assessora o projeto de educação contextualizada na escola, não basta extrair os dados da realidade, é necessário desenvolver um trabalho pedagógico criterioso com estes conhecimentos com o intuito de levar os educandos a ampliarem o olhar sobre o contexto no qual estão inseridos, superando as visões ingênuas e simplificadas da realidade.
Viveiro de Mudas
Com o propósito de aprofundar os estudos contextualizados no semiárido, a Escola Municipal Liberato Vieira desenvolve também intercâmbios de experiências e aulas de estudos e pesquisas na comunidade. Além disso, construiu na escola uma horta pedagógica e um viveiro de mudas para a produção de plantas nativas e frutíferas.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Encontro discute sobre Educação Contextualizada em Picos


O I Encontro Interdisciplinar de Educação no Campo, promovido pelo Curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Piauí, nos dias 13 e 14 de maio, no Campus Senador Helvídio Nunes de Barros, em Picos, teve a educação contextualizada e a convivência com o semiárido como pontos de debates.
O evento teve o intuito de promover a socialização dos resultados das linhas de pesquisa desenvolvidas pelo curso e uma aproximação mais expressiva com a comunidade e também com a população acadêmica.
Durante o evento, o prof. Antônio Eusebio, membro da Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB), ministrou palestra sobre a educação para a convivência com o semiárido, apresentando os princípios que norteiam essa proposta de educação e sua importância para a construção de novas perspectivas de desenvolvimento e sustentabilidade na região.
O representante da Cáritas Regional do Piauí, Raimundo Vale, fez uma discussão sobre a proposta de convivência com o semiárido, demonstrando as potencialidades do sertão piauiense e a necessidade de se desenvolver tecnologias e conhecimentos que possibilitem à implementação de políticas públicas apropriadas as condições socioambientais da região.
Para o Prof. Antônio Eusebio, a participação no evento foi importante para ampliar o diálogo e a parceria entre a RESAB e o Curso de Licenciatura em Educação do Campo da UFPI em Picos, tendo em vista a necessidade deste curso aprofundar com os estudantes e professores os estudos sobre o contexto sociocultural e ambiental do semiárido, contribuindo na construção de propostas educativas contextualizadas e voltadas ao desenvolvimento da região.
A programação do evento contou ainda com mostras de vídeos, exposição fotográfica com registro histórico, paisagístico e da cultura campesina no Estado do Piauí, a socialização de trabalhos acadêmicos e a realização de 03 minicursos sobre Etnografia Visual, com o Prof. Dr. Andreas Hernandes, da Marymount Manhattan College/ Nova York, EUA; Apicultura Básica, com a Profª. Dr.ª Juliana do Nascimento Bendini, da UFPI/CSHNB; e Criação de Galinha Caipira, com o professor Vicente Ibiapina Neto, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI/CCA).

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Última semana para inscrição nos Cursos de Licenciatura em Educação no Campo da UFPI

A Universidade Federal do Piauí lançou o Edital de Seleção destinado ao preenchimento de 240 (duzentas e quarenta) vagas nos Cursos de Licenciatura em Educação do Campo, assim distribuídas: 60 vagas - Licenciatura em Educação do Campo/Ciências da Natureza – Teresina; 60 vagas - Licenciatura em Educação do Campo/Ciências da Natureza –  Picos; 60 vagas - Licenciatura em Educação do Campo/Ciências da Natureza – Floriano; 60 vagas – Licenciatura em Educação do Campo/Ciências Sociais e Humanas – Bom Jesus. 
O Curso de Licenciatura em Educação do Campo é destinado aos professores em exercício nas escolas do campo da rede pública que ainda não tenham formação em nível superior; professores e outros profissionais da educação que atuem nos centros de alternância ou em experiências educacionais alternativas de Educação do Campo; jovens e adultos de comunidades do campo e participantes de instituições e movimentos sociais que atuam no espaço socioterritorial do campo, que não tenham formação em nível superior.
O período de inscrições encerrará na próxima sexta-feira (15/05). Os candidatos poderão se inscrever somente via internet, no endereço eletrônico www.ufpi.br/copese. O processo seletivo consiste numa prova escrita com 30 (trinta) questões, sendo 10 (dez) questões de Língua Portuguesa, 10 (dez) questões de Matemática e 10 (dez) questões de Conhecimentos Gerais do tipo objetiva de múltipla escolha e de uma Redação.
Os cursos são organizados em sistema de alternância, na forma de blocos integrados. Cada bloco divide-se em atividades de Tempo-Universidade e Tempo-Comunidade. As atividades anuais de Tempo-Universidade serão de 60 dias, no período de férias, o restante será destinado às atividades da dimensão tempo-comunidade que serão orientadas e acompanhadas pelos professores nos períodos em que não estão em sala da aula.Ao final de cada disciplina, haverá a orientação de atividades a serem realizadas no tempo-comunidade.

sábado, 11 de abril de 2015

Governador visita experiência de educação contextualizada em Ipiranga do Piauí

O governador Wellington Dias (PT) visitou na última sexta-feira (10/04) a experiência de educação contextualizada no semiárido implementada pela Escola Municipal Liberato Vieira, em Ipiranga do Piauí.
Wellington Dias foi recepcionado pelos estudantes e professores que fizeram uma apresentação das atividades desenvolvidas na escola voltadas à construção de conhecimentos sobre a realidade da comunidade, à valorização dos saberes e da cultura local e às alternativas de convivência com o semiárido.
Durante a visita, o governador conheceu a Horta Pedagógica e o Viveiro de Mudas construídos em parceria com a Organização não governamental, Escola de Formação Paulo de Tarso, e a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA BRASIL). Este espaço é utilizado pelos alunos e professores como laboratório de experiências educativas, principalmente nas áreas de Ciências da Natureza, Matemática e Geografia.
De acordo com a diretora, Reginalda Alves, a Horta Pedagógica e o Viveiro de Mundas foram essenciais na construção do projeto de educação contextualizada, pois aproxima as práticas educativas do contexto de vida dos alunos, favorecendo a dinamização do processo de ensino e aprendizagem. Além disso, contribuiu muito para aproximação da escola como a comunidade. “Todos os dias temos pessoas da comunidade contribuindo com as atividades da Horta e do Viveiro. Atualmente, temos mais de 20 espécies de plantas, como pequi, caju, buriti, cana-de-açúcar, mangaba, entre outros que distribuímos para a comunidade em geral”, revela.
A diretora ressalta ainda que, “quando entrou o projeto da convivência com o Semiárido na escola, os alunos começaram a perceber o valor que tem nosso município. Antes achavam que só tinha futuro sair para outras cidades. E agora veem como a terra daqui tem futuro. O interesse dos alunos mudou muito. A gente passa o dia todo e quando chega a hora de ir para casa não queremos sair”, afirmou.
A Escola Municipal Liberato Vieira começou a desenvolver este projeto de educação contextualizada no semiárido a partir de agosto de 2012, com a chegada do Projeto de Formação de Educadores no contexto do Semiárido, desenvolvido pela Universidade Federal do Piauí, sob a coordenação do prof. Elmo de Souza Lima, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB).

A aluna Verônica Fontes de Sousa, do oitavo ano, destacou que a educação contextualizada ajudou a mudar o pensamento de muitos alunos da escola e levou a escola ser mais visitada pelos moradores. “Antes, os portões eram todos fechados. A gente não podia entrar e agora nós podemos entrar, e vamos direto para o viveiro e para as hortas ajudar no que for preciso”.
Para Wellington, este tipo de experiência é fundamental para a melhoria da qualidade da educação oferecida nas escolas do semiárido, bem como, para o fortalecimento das políticas de desenvolvimento do Estado, construídas a partir dos princípios da convivência com o semiárido.
Para Maria Luiza de Cantalice, técnica da Secretaria Estadual de Educação, a experiência de educação contextualizada no semiárido desenvolvida na Escola Municipal Liberato Vieira pode ser uma referência para as atividades de educação contextualizada que serão implementadas partir deste ano pela SEDUC, através do Projeto Viva o Semiárido, em 50 municípios do semiárido, numa parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), agência da Organização das Nações Unidas (ONU).
Na visita, o governador Wellington Dias também inaugurou a quadra poliesportiva da escola  que irá contribuir para a ampliação das atividades educativas, principalmente na área do esporte, da arte e da cultura.

Imagens da solenidade de inauguração da quadra poliesportiva:







sábado, 21 de março de 2015

UESPI discute projeto de mestrado sobre desenvolvimento do semiárido

O campus de Picos da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) promoveu reunião, na última quinta-feira (19/03), com o propósito de discutir o projeto de implantação de Programa de Pós-Graduação em nível de mestrado na área de desenvolvimento no semiárido.
Para o Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Geraldo Eduardo Luz, o programa de Mestrado será implantado em 2016 e se volta para o desenvolvimento do Semiárido Piauiense, propondo novas tecnologias para os problemas vivenciados nesta região, bem como, a interação com as comunidades no que diz respeito ao acesso à informação, dentre outros aspectos.
Geraldo Luz acrescentou ainda que o Curso de Mestrado envolverá 20 professores doutores da Uespi oriundos dos mais diversos campus e cursos, assim como, professores de outras IES que trabalham a temática do Semiárido, numa ideia de estudo interdisciplinar.
“A nossa ideia é desenvolver as potencialidades da região, uma região prioritária para o desenvolvimento econômico do Nordeste e do país, onde este desenvolvimento econômico está atrelado ao desenvolvimento social. Esse programa de pós-graduação possibilita o desenvolvimento dessas potencialidades para que as mesmas se tornem benefícios para toda esta região”, disse Geraldo Eduardo Luz.
Os estudantes que ingressarem neste Curso de Mestrado desenvolverão projetos voltados à realidade do Semiárido, com o propósito de fomentar a produção de tecnologias e conhecimentos que contribuam para o desenvolvimento sustentável da região, através da disseminação de conhecimento e da proposição de novas políticas públicas.
Para o diretor do Campus da Uespi de Picos, Evandro Alberto, a universidade tem cada vez mais avançado em Pesquisa e Extensão, e a possível implantação da proposta de Mestrado é um reflexo positivo deste avanço.
Esta proposta de Mestrado em Desenvolvimento do Semiárido surgiu a partir dos Cursos de Especialização em Educação Contextualizada e Gestão em Políticas Públicas no Semiárido desenvolvidos pela UESPI em parceria com a Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB).
Para a coordenação da RESAB no Piauí, a proposta do Curso de Mestrado sobre o desenvolvimento no semiárido associado às políticas de convivência discutidas pelos movimentos e organizações sociais pode trazer inúmeras contribuições para o desenvolvimento da região, com a produção e disseminação de conhecimentos e tecnologias voltadas à melhoria da qualidade de vida da população desta região.